terça-feira, 11 de junho de 2019

IBGE eleva estimativa da safra de grãos para 2019


IBGE eleva estimativa da safra de grãos para 2019
Publicado em 11/06/2019 - 10:23
Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro





Grãos
A estimativa para a safra de grãos de 2019 foi elevada em maio, divulgou hoje (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção é que serão colhidas 234,7 milhões de toneladas, 3,2 milhões a mais do que havia sido estimado em abril.
Em termos percentuais, o montante de cereais, leguminosas e oleaginosas previsto agora é 1,4% maior do que o foi projetado em abril e deve superar a safra de 2018 em 3,6%.
O IBGE também divulgou que espera um crescimento de 2,7% na área colhida em 2019, que deve somar 62,6 milhões de hectares. A área prevista divulgada hoje supera a previsão de abril em 0,5%.
O arroz, o milho e a soja correspondem a 92,4% de toda a safra nacional e ocupam 87,4% da área colhida. Enquanto as áreas do milho (+6,3%) e da (+2,1%) soja devem crescer em relação a 2018, a do arroz deve ter uma queda de 10,3%. Em relação à produção, o milho deve ter uma alta de 15,7%, contrastando com a queda de 4,5% para a soja e de 11,2% para o arroz.
Mais de um quarto da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil está concentrada no Mato Grosso (27,5%), seguido do Paraná (15,7%) e do Rio Grande do Sul (14,7%).
Consequentemente, as regiões Centro-Oeste (45,2%) e Sul (33,2%) detêm quase 80% da produção nacional.
Em relação ao ano passado, apenas o Sudeste deve ter queda na produção, de 3,3%. Norte (+4,3%), Centro-Oeste (+5,1%), Sul (+4,5%) e Nordeste (+0,3%) devem ter uma safra maior em 2019.
Outros grãos
Entre todos os grãos monitorados pelo IBGE, a aveia teve o maior crescimento na estimativa de safra em maio, com 18% a mais do que havia sido projetado em abril. Cevada (11,5%), trigo (10,1%) e sorgo (4%) também se destacam.
O feijão teve a estimativa da terceira safra elevada em 2,1%, enquanto as estimativas da primeira (-2%) e da segunda (-0,4%) foram reduzidas em relação a abril. Também foram revisadas para baixo as safras do café canephora (-1,9%) e do café arábica (-2,6%)
Em relação a 2018, o café deve ter uma produção 12,1% menor, e o feijão, uma queda de 0,7%.
Edição: Valéria Aguiar
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domingo, 19 de maio de 2019

China e o 5G


China completa primeira inspeção 5G de linhas elétricas
2019-05-16 16:57:41portuguese.xinhuanet.com















Tianjin, 16 mai (Xinhua) -- O Município de Tianjin, no norte da China, completou a primeira inspeção do país das linhas de energia elétrica usando drones e a rede sem fio 5G, cuja aplicação futura pode isentar os trabalhadores do trabalho perigoso.

A inspeção na tarde de quarta-feira envolveu um drone equipado com uma câmera de alta definição e um terminal 5G. O dispositivo voou 6 quilômetros na Nova Área de Binhai e transmitiu vídeos instantâneos das linhas elétricas para engenheiros que verificaram sinais de falhas.


A State Grid Tianjin Electric Power Company, que realizou a missão, disse que um robô terrestre também foi mobilizado para examinar uma subestação elétrica próxima às linhas elétricas.

"As inspeções tradicionais exigem que uma equipe de manutenção escale torres e inspecione cuidadosamente as linhas pessoalmente, o que é um trabalho muito laborioso", disse Zhang Zhipeng, engenheiro sênior da filial da State Grid em Tianjin.
Os drones já tinham sido implantados para substituir os humanos nas inspeções, mas o ambiente 4G não suportava a transmissão de vídeos de alta definição necessários para a detecção de defeitos mínimos, disse Zhang à Xinhua.


"A latência ultrabaixa da rede 5G também garante alta precisão da inspeção e evita que o robô entre em áreas perigosas por engano."

A rede 5G, que promete velocidade muito mais alta e latência mais baixa que a 4G, deve criar a base para novas gerações de tecnologias, incluindo a Internet das Coisas.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Educação domiciliar


Educação domiciliar: liberdade para algumas famílias pode prejudicar crianças vulneráveis, dizem especialistas

Governo federal divulgou, na tarde desta quinta-feira, projeto de lei para regulamentar a educação domiciliar. Texto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso para começar a valer.

Por Ana Carolina Moreno, G1
12/04/2019 06h00 atualizado há 57 minutos

Governo pretende aprovar regulação do ensino do
 O projeto de lei do governo federal para regulamentar a educação domiciliar, anunciado nesta quinta-feira (11) pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), representa um novo capítulo de um embate que já dura anos. A proposta envolve, de um lado, um número fora das estatísticas oficiais de pais que querem a liberdade de educar seus filhos em casa e, de outro, regras estabelecidas há décadas pelo sistema educacional e defendidas pela maioria dos especialistas na área.

O texto do Executivo, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional para sair do papel, é criticado e apoiado com base em alguns pontos centrais:

·         Importância da escola como espaço de socialização;
·         Qualidade do ensino domiciliar;
·         Criação de mercado de material didático, videoaulas e tutores privados;
·         Respeito à liberdade das famílias;
·         Proteção das crianças vulneráveis.
Para discutir o assunto, o G1 ouviu cinco especialistas:
·         Carlos Vinícius Reis, diretor-executivo da Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned)
·         Roberto Catelli Junior, coordenador adjunto da ONG Ação Educativa
·         Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec)
·         Cesar Callegari, consultor educacional, ex-integrante do Conselho Nacional, ex-secretário de Educação Básica do MEC e de Educação do município de São Paulo
·         Telma Pileggi Vinha, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Projeto de educação domiciliar foi apresentado nesta quinta-feira (11) pelo governo federal — Foto: Divulgação

Projeto de educação domiciliar foi apresentado nesta quinta-feira (11) pelo governo federal — Foto: Divulgação

Os argumentos de quem é contra a aprovação do projeto variam desde a crítica por privar as crianças do espaço de socialização nas escolas até a abertura para empresários do ramo lucrarem com a contratação de tutores privados ou a venda material didática e vide aulas. A polêmica também passa pelos demais serviços prestados pelas escolas, que incluem a proteção das crianças e a articulação do atendimento com as áreas de saúde e assistência social.

Quem defende a modalidade de ensino afirma que o projeto representa um avanço porque, pela primeira vez, um governo federal reconhece a liberdade das famílias que não querem os filhos nas escolas. No entanto, segundo defensores da proposta, o texto apresentado nesta quinta-feira ainda precisa passar por ajustes ao longo da tramitação na Câmara e no Senado. Entre os pontos apontados pela Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) está a discussão sobre uma possível desburocratização das regras criadas pelo MMFDH.
Governo tem projeto com regras para a educação em casa
Jornal Nacional
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Governo tem projeto com regras para a educação em casa

Governo tem projeto com regras para a educação em casa

Veja abaixo as principais perguntas e respostas sobre o projeto:

Qual é o público-alvo do projeto?

Os atuais defensores da educação domiciliar representam uma minoria da comunidade escolar, que ao todo soma mais de 48 milhões de matrículas, segundo os dados do Censo Escolar 2018, divulgado em janeiro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Segundo Carlos Vinícius Reis, da Aned, a estimativa é que atualmente 7,5 mil famílias brasileiras pratiquem a modalidade, atingindo cerca de 15 mil estudantes. Ele enfatiza, porém, que os números não são exatos porque não existe um cadastro nacional. "A gente não tem um rol de todas as famílias, porque muitas têm medo de se identificar por conta dessas restrições", afirmou ele ao G1.

As restrições, de acordo com Reis, vão desde o preconceito sofrido pelas famílias até a ameaça de processo por descumprimento da legislação. Já entre as questões práticas na vida dos alunos, o diretor-executivo da Aned aponta que essas crianças e adolescentes ficam impedidos de participar de olimpíadas do conhecimento e só têm acesso a exames de certificação no último ano do ensino fundamental e do médio.

O Brasil já tem crianças fora da escola hoje?

Atualmente, é obrigatório que todas as crianças e os adolescentes de 4 a 17 anos estejam matriculados no ensino formal no Brasil. Na realidade, porém, a regra não é cumprida, e estima-se que o número de pessoas nessa faixa etária fora da escola chegue a cerca de 2 milhões. O motivo, no entanto, não é a educação domiciliar, segundo Anna Helena Altenfelder, do Cenpec. "Não é porque os pais optaram por homeschooling [termo em inglês usado para designar a educação domiciliar], mas porque essas crianças estão em situação de vulnerabilidade, têm alguma deficiência, condição de trabalho infantil, sofrem algum tipo de violência doméstica, estão em situação em extrema pobreza", explicou ela.

Por isso, Anna Helena ressalta que atender às demandas dessas famílias que desejam que os filhos tenham o ensino formal em casa pode afetar a busca ativa pelas crianças atualmente excluídas de qualquer sistema educacional. Para ela, o tema não deveria ser a prioridade do governo federal, que precisa lidar com a evasão, a repetência, a alfabetização e a garantia de aprendizagem. "O projeto diz que, enquanto não tiver a plataforma, os pais podem escolher se vão deixar as crianças ou não na escola", destaca ela.

O que diz a legislação vigente hoje?

Atualmente a educação domiciliar é considerada ilegal no Brasil. A busca feita por algumas famílias para que a modalidade ganhe uma regulamentação específica já dura anos. A medida tem como objetivo deixar explícito esse direito. Carlos Vinícius, da Aned, diz que várias legislações, inclusive a Constituição Federal, já trazem trechos que podem ser considerados uma permissão para a prática.

"A Constituição diz que a educação é 'dever do Estado e da família'. O próprio Código Civil fala no direcionamento de que os pais têm a primazia de escolher a forma de ensino dada aos filhos", explica. Em 2018, o caso foi parar no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Em setembro, a maioria dos ministros decidiu que a educação domiciliar exigiria a aprovação de uma lei específica que regulamentasse a avaliação do aprendizado e tratasse da socialização das crianças.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Governado certifica curso


Governo certifica mais de 120 pessoas em curso de Cuidador Familiar de Idosos
25/03/201910H 23


Aulas foram realizadas no Instituto de Ensino Superior Franciscano (Foto: Divulgação)

O Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Paço do Lumiar, certificou na última semana mais 129 participantes do curso de Cuidador Familiar de Idosos. O curso, promovido pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (Iprev), é parte da programação oferecida pelo Programa de Ação Integrada para o Aposentado (PAI), integrado à Diretoria de Previdência Pública do Iprev.

É a primeira edição do curso em 2019. A parceria com a prefeitura, por meio do Instituto de Previdência do Município de Paço do Lumiar (PrevPaço), disponibilizou espaço para a formação, que aconteceu no Instituto de Ensino Superior Franciscano (Iesf) e inscreveu os cursistas. A equipe técnica é formada por profissionais do PAI.
A solenidade de certificação dos cursistas contou com a presença do presidente do Iprev, Joel Benin; da primeira-dama do município de Paço do Lumiar, Núbia Feitosa; do secretário de Direitos Humanos, José Vale; e do superintendente do PrevPaço, Carlos Antônio Sousa.

Joel Benin destacou a importância da parceria, que possibilitou expandir a formação. “O governador Flávio Dino tem um carinho muito grande pelas atividades que são promovidas no PAI, e recomendou que essas ações fossem fortalecidas. Isso inclui expandir as nossas atividades, a exemplo do que foi feito agora com este curso, que é uma referência importante. Agradecemos à prefeitura de Paço do Lumiar pela parceria”, disse o presidente do Iprev.

A primeira-dama Núbia Feitosa ressaltou a importância do papel do cuidador. “Agradeço a todos vocês que participaram desta formação, dedicando o seu tempo e abdicando de momentos de lazer em prol do cuidado. Cuidado é amor, é tolerância e solidariedade”, afirmou,

Voltado para iniciar a profissionalização de cuidadores de idosos em domicílio, a formação tem carga horária de 20h e certificou 380 pessoas só no ano passado. A formação é gratuita e dá direito a certificado. As aulas abrangem aspectos técnicos da rotina da pessoa idosa, como higiene e cuidados com o sono e a alimentação, e também tratam da conduta do cuidador com a família e o respeito aos direitos das pessoas nessa faixa etária. Há também um módulo de preparação para o mercado de trabalho.

A dona de casa Marinês Moreira de Jesus, 52, pretende usar os conhecimentos adquiridos para se reposicionar no mercado de trabalho. “Para mim, foi um aprendizado enorme e creio que todos os que estão aqui pensam da mesma forma. Levo hoje de aqui uma experiência enorme para poder procurar emprego muito mais preparada”, garantiu.

Já Cláudia Regina Marque Garcez, 48, fez o curso em busca de maneiras de melhor atender os pais, que já são idosos. “Achei produtivo, me deu um esclarecimento muito grande. Aqui aprendi a escolher melhor a alimentação deles, a ter mais paciência. Foi gratificante”, elogiou.