quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Empresas inadimplentes cresceram 5,35% em 2017, diz SPC Brasil


Empresas inadimplentes cresceram 5,35% em 2017, diz SPC Brasil


As empresas inadimplentes cresceram 5,35% em 2017,  com alta de 0,34% em relação a 2016, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). As dívidas em atraso tiveram alta de 3,64% na comparação anual.


Por regiões, no Sudeste, o número de empresas negativadas na comparação anual avançou mais do que em outras regiões: a alta foi de 7,37%. Em seguida, aparecem o Sul (3,18%), o Centro Oeste (2,99%), o Nordeste (2,61%) e a região Norte (2,23%).


Em termos de participação, o Sudeste concentra a maior parte do número de empresas negativadas, com 46,14% do total. O Nordeste, por sua vez, concentra 20,77%, enquanto o Sul aparece com uma fatia de 17,07%.


Por setores, serviço lidera com maior número de empresas negativadas, com variação de 8,22%. Em seguida, aparecem comércio (3,42%), indústria (2,93%) e agricultura (-0,99%). Quando se analisa os setores credores (para os quais as empresas devem), o maior avanço da inadimplência foi observado pela indústria (4,67%), seguida de serviço (4,12%) e comércio (3,24%).


“Ainda há efeitos da crise, mas também há sinais de retomada da economia. Para este ano, espera-se que, à medida que os negócios se recuperem, o fenômeno da inadimplência desacelere”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Edição: Valéria Aguiar

domingo, 24 de dezembro de 2017

Água chegando na seca



Águas do São Francisco chegam ao primeiro reservatório do Eixo Norte do Projeto




Segurança hídrica
Nessa segunda-feira (11), a água chegou ao reservatório Tucutu – primeiro do eixo – situado após sete quilômetros da primeira estação de bombeamento, em Pernambuco
por Portal Brasil publicado: 11/09/2017 20h01 última modificação: 03/10/2017 16h11
Arquivo/PAC
Segundo ministro, até o fim do primeiro semestre de 2018, as águas estarão na última estrutura do Eixo Norte


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As águas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco devem chegar ao município de Jati (CE) até janeiro de 2018. Até lá, o projeto já terá atendido Pernambuco e seguirá rumo à Paraíba e ao Rio Grande do Norte. 

Nessa segunda-feira (11), as águas chegaram ao reservatório Tucutu – primeiro do eixo – situado após sete quilômetros da EBI-1. Foram abertas as comportas desse açude, para que as águas avancem pelos canais até o reservatório Terra Nova, completando 45 quilômetros com água no Eixo Norte.

"A previsão é de que até o final do primeiro semestre de 2018 as águas estejam na última estrutura do Eixo Norte em direção ao estado potiguar”, explicou o ministro da pasta, Helder Barbalho. O ministro vistoriou o andamento das obras da primeira etapa (1N) do Eixo Norte que passa por Ceará e Pernambuco.

Em Cabrobó (PE), as equipes técnicas do ministério acompanharam os serviços na primeira estação de bombeamento (EBI-1), responsável por impulsionar as águas do Velho Chico por mais 43,9 quilômetros subsequentes até chegar ao reservatório Terra Nova, no mesmo município. O enchimento das estruturas nesse trajeto deverá ser finalizado em até 15 dias.

Estação de bombeamento
A EBI-1 tem capacidade de elevar a água a 36 metros – altura similar à de um edifício de 12 andares. Também é composta por dois conjuntos de motobomba que, juntos, pesam mais de 200 toneladas, o equivalente a 200 veículos populares. As Estações de Bombeamento são estruturas responsáveis por elevar a água de um terreno mais baixo para um mais alto. O Eixo Norte possui três estações distribuídas ao longo de 260 quilômetros de extensão – EBI-1, EBI-2 e EBI-3.

Juntas, as três EBs vão impulsionar a água em 181 metros acima do nível do rio São Francisco – altura que pode ser comparada a um prédio de 58 andares. O Eixo Norte abrange a construção de 15 reservatórios, oito aquedutos, três túneis, canais, além das estações.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Integração
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Que pena



Certas cidades da Amazônia são mais poluídas que Pequim, diz engenheiro florestal
Wilson Dias/ Agência Brasil
O Brasil é o sétimo maior poluidor do planeta e nosso agronegócio é o principal vilão no quesito de emissão de gases de efeito estufa.



Os dados são do estudo recém publicado "Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG)" da rede de ONGs Observatório do Clima. A pesquisa descobriu que em 2016 as emissões brasileiras cresceram 8,9% ante 2015; foram 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente emitidas na atmosfera — o índice mais alto desde 2008.


© AP Photo/ Andre Penner

O agronegócio destaca-se como principal fonte de poluição: as emissões diretas da agropecuária (22%) e as emissões por mudança de uso da terra (51%) perfazem 74% de todo o volume de gases de efeito estufa emitidos.

O aumento do desmatamento na Amazônia foi o principal fator responsável pelo aumento da poluição, indica o estudo.

"Cada hectare desmatado na Amazônia representa uma emissão de cerca de 700 toneladas de gás carbônico, o mesmo valor das emissões de cerca de 500 a 700 carros em um ano inteiro", afirma o engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador do SEEG, em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

Azevedo também afirmou que as alterações climáticas geradas pela poluição criam diversos impactos, como a seca — responsável pelo aumento no número de incêndios que estão sendo registrados no Brasil e a diminuição das chuvas. Esta ausência de chuva também tem outro efeito: a diminuição da água nos reservatórios das hidrelétricas, o que implica no aumento da conta de luz.

O coordenador da SEEG destacou outro efeito nefasto do desmatamento da Amazônia:
"Temos cidades na Amazônia nessa época do ano, com esses incêndios, que tem condições de poluição piores do que o encontrado em Pequim."

sábado, 14 de outubro de 2017

Saque seu PIS



Cerca de 15 milhões contribuíram para o PIS/Pasep por 20 anos; saiba como sacar
  • 13/10/2017 09h33
  • Brasília





Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Criados em 1971, os fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) funcionaram, por quase 20 anos, como uma poupança particular. A cada ano, o trabalhador tinha direito a receber o rendimento das cotas e podia sacar todo o crédito em caso de aposentadoria, doença grave ou ao completar 70anos.

Os fundos vigoraram até 4 de outubro de 1988. Com a promulgação da Constituição, a arrecadação do PIS/Pasep passou a ser destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que empresta a empresas do setor produtivo. O PIS é destinado aos trabalhadores da iniciativa privada. O Pasep, aos servidores públicos.

No entanto, falhas na comunicação entre o governo, as empresas e os trabalhadores fizeram muitos não sacarem as cotas dos fundos, mesmo cumprindo os requisitos para a retirada. No ano passado, uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que 15,5 milhões de brasileiros tinham abonos do PIS/Pasep a receber.

Desde o ano passado, a promoção de campanhas reduziu pela metade o contingente de brasileiros que ainda não sacaram o benefício. Para zerar o passivo e injetar R$ 15,9 bilhões na economia, o governo publicou, no fim de agosto, a Medida Provisória 797, que reduziu as restrições para o saque e criou um calendário para a retirada.

Retirada

Na Caixa Econômica, os cotistas do PIS poderão fazer a retirada de três maneiras. Os pagamentos de até R$ 1,5 mil serão feitos nos caixas eletrônicos, digitando a Senha Cidadão, sem a necessidade de cartão bancário. Quem não tiver a senha pode obtê-la no seguinte endereço, bastando clicar em “esqueci a senha” e preencher os dados. Os saques de até R$ 3 mil podem ser feitos nos caixas eletrônicos, mas o cliente precisará usar o Cartão Cidadão e digitar a Senha Cidadão. Nas lotéricas e nos correspondentes bancários, o cotista poderá retirar o dinheiro, levando o Cartão Cidadão, a Senha Cidadão e algum documento oficial de identificação com foto. Acima desse valor, o beneficiário deverá ir a alguma agência da Caixa levando documento oficial com foto.
Em relação aos saques do Pasep, os cotistas com saldo de até R$ 2,5 mil sem conta no Banco do Brasil poderão pedir transferência para qualquer conta em seu nome em outra instituição financeira na página do banco na internet ou nos terminais de autoatendimento. Não correntistas com saldo acima desse valor ou herdeiros de cotistas falecidos deverão ir às agências.

Os clientes com dúvidas podem consultar as páginas da Caixa ou do Banco do Brasil