quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Que pena



Certas cidades da Amazônia são mais poluídas que Pequim, diz engenheiro florestal
Wilson Dias/ Agência Brasil
O Brasil é o sétimo maior poluidor do planeta e nosso agronegócio é o principal vilão no quesito de emissão de gases de efeito estufa.



Os dados são do estudo recém publicado "Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG)" da rede de ONGs Observatório do Clima. A pesquisa descobriu que em 2016 as emissões brasileiras cresceram 8,9% ante 2015; foram 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente emitidas na atmosfera — o índice mais alto desde 2008.


© AP Photo/ Andre Penner

O agronegócio destaca-se como principal fonte de poluição: as emissões diretas da agropecuária (22%) e as emissões por mudança de uso da terra (51%) perfazem 74% de todo o volume de gases de efeito estufa emitidos.

O aumento do desmatamento na Amazônia foi o principal fator responsável pelo aumento da poluição, indica o estudo.

"Cada hectare desmatado na Amazônia representa uma emissão de cerca de 700 toneladas de gás carbônico, o mesmo valor das emissões de cerca de 500 a 700 carros em um ano inteiro", afirma o engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador do SEEG, em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

Azevedo também afirmou que as alterações climáticas geradas pela poluição criam diversos impactos, como a seca — responsável pelo aumento no número de incêndios que estão sendo registrados no Brasil e a diminuição das chuvas. Esta ausência de chuva também tem outro efeito: a diminuição da água nos reservatórios das hidrelétricas, o que implica no aumento da conta de luz.

O coordenador da SEEG destacou outro efeito nefasto do desmatamento da Amazônia:
"Temos cidades na Amazônia nessa época do ano, com esses incêndios, que tem condições de poluição piores do que o encontrado em Pequim."

sábado, 14 de outubro de 2017

Saque seu PIS



Cerca de 15 milhões contribuíram para o PIS/Pasep por 20 anos; saiba como sacar
  • 13/10/2017 09h33
  • Brasília





Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Criados em 1971, os fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) funcionaram, por quase 20 anos, como uma poupança particular. A cada ano, o trabalhador tinha direito a receber o rendimento das cotas e podia sacar todo o crédito em caso de aposentadoria, doença grave ou ao completar 70anos.

Os fundos vigoraram até 4 de outubro de 1988. Com a promulgação da Constituição, a arrecadação do PIS/Pasep passou a ser destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que empresta a empresas do setor produtivo. O PIS é destinado aos trabalhadores da iniciativa privada. O Pasep, aos servidores públicos.

No entanto, falhas na comunicação entre o governo, as empresas e os trabalhadores fizeram muitos não sacarem as cotas dos fundos, mesmo cumprindo os requisitos para a retirada. No ano passado, uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que 15,5 milhões de brasileiros tinham abonos do PIS/Pasep a receber.

Desde o ano passado, a promoção de campanhas reduziu pela metade o contingente de brasileiros que ainda não sacaram o benefício. Para zerar o passivo e injetar R$ 15,9 bilhões na economia, o governo publicou, no fim de agosto, a Medida Provisória 797, que reduziu as restrições para o saque e criou um calendário para a retirada.

Retirada

Na Caixa Econômica, os cotistas do PIS poderão fazer a retirada de três maneiras. Os pagamentos de até R$ 1,5 mil serão feitos nos caixas eletrônicos, digitando a Senha Cidadão, sem a necessidade de cartão bancário. Quem não tiver a senha pode obtê-la no seguinte endereço, bastando clicar em “esqueci a senha” e preencher os dados. Os saques de até R$ 3 mil podem ser feitos nos caixas eletrônicos, mas o cliente precisará usar o Cartão Cidadão e digitar a Senha Cidadão. Nas lotéricas e nos correspondentes bancários, o cotista poderá retirar o dinheiro, levando o Cartão Cidadão, a Senha Cidadão e algum documento oficial de identificação com foto. Acima desse valor, o beneficiário deverá ir a alguma agência da Caixa levando documento oficial com foto.
Em relação aos saques do Pasep, os cotistas com saldo de até R$ 2,5 mil sem conta no Banco do Brasil poderão pedir transferência para qualquer conta em seu nome em outra instituição financeira na página do banco na internet ou nos terminais de autoatendimento. Não correntistas com saldo acima desse valor ou herdeiros de cotistas falecidos deverão ir às agências.

Os clientes com dúvidas podem consultar as páginas da Caixa ou do Banco do Brasil


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ok, suicídio...



Polícia abre inquérito para apurar morte de haitiano em cela da Papuda
  • 19/09/2017 14h24
  • Brasília





Wendel A. Sousa*
O corpo do haitiano Olgens Calypse Joseph, de 29 anos, encontrado nesta segunda-feira (18) em uma cela do Complexo Penitenciário da Papuda, permanece no Instituto Médico-Legal (IML) de Brasília. A Polícia Civil abriu processo de investigação para esclarecer o caso, e a linha de apurações aponta para homicídio. O inquérito ainda não tem data para ser concluído.

De acordo com a Subsecretaria de Sistema Penitenciário (Sesipe) do Distrito Federal, o corpo foi encontrado por agentes penitenciários que relataram sinais de asfixia mecânica. O Serviço de Atendimento Móvel (Samu) prestou atendimento e tentou reanimar Olgens, mas ele já tinha morrido.

“Estamos apurando o caso para, no menor prazo possível, esclarecer a causa da morte. Por enquanto, trabalhamos na linha de que o detento cometeu suicídio, pois estava sozinho na cela, mas ainda não temos o resultado final”, informou a 30ª Delegacia de São Sebastião, responsável pelo caso.

Atualmente, o sistema penitenciário do Distrito Federal, que 7.395 vagas para detentos, abriga cerca de 15 mil internos.

O caso
Olgens deu entrada na penitenciária da Papuda na última sexta-feira (15), após agredir o policial Josafá Jorge de Sousa, de 50 anos, com cinco golpes de faca no rosto. O haitiano foi encaminhado diretamente para o atendimento médico, “pois estava bastante agressivo”. Segundo a Sesipe, após ser medicado e passar algumas horas em observação, no fim da tarde, o interno ainda apresentava sinais de agitação vindo a agredir agentes penitenciário e até alguns membros da equipe médica.

A Sesipe informou que, em seguida, Olgens foi levado para uma cela do pavilhão de segurança, onde ficou isolado.  De acordo com a subsecretaria, o interno vinha recebendo tratamento médico desde sexta-feira (15). Mesmo com o tratamento, ele apresentava instabilidade emocional, acrescentou a Sesipe.

Até o fechamento da reportagem, não havia informações sobre a ida de parentes ao IML para buscar o corpo de Olgens.
*Estagiário sob supervisão de Nádia Franco
Edição: Nádia Franco