quinta-feira, 27 de maio de 2021

17 mil títulos entregues as propriedades rurais no maranhão.

 (Açailândia-MA, 21/05/2021) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro.Governo entrega 17 mil títulos de propriedade rural no Maranhão

O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (21) da cerimônia de entrega de 17.084 títulos de propriedade rural no Maranhão. Deste total, 16.616 são títulos para famílias assentadas da reforma agrária e 468 títulos são de regularização fundiária. Durante o discurso, Bolsonaro comparou os títulos recebidos a uma carta de alforria.

“Quando a gente consegue ganhar casa própria e sair do aluguel é um momento inenarrável. Quando se consegue título rural também. É sentimento de liberdade”, disse o presidente.

Ele acrescentou que, com os títulos em mãos, os beneficiados poderão produzir na própria terra e agregar valor a ela com obras, sabendo que, no futuro, ela será patrimônio para os filhos. “Vocês estão sendo libertos hoje. Outros aguardam essa carta de alforria para o futuro”, disse o presidente.

Segundo Bolsonaro, 139 prefeituras de 11 estados já formalizaram adesão ao programa Titula Brasil junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – programa que foi criado para apoiar a titulação de assentamentos e de áreas públicas rurais da União e do Incra passíveis de regularização por meio de parcerias com os municípios. “Estamos dando meios para que prefeitos de todo Brasil possam colaborar nessa aquisição de títulos por parte de vocês”, acrescentou.

O presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, disse que o Maranhão é o segundo estado com maior número de regularização do país. “A partir de hoje vocês são de direito os donos dessas terras, que são suas e de suas famílias”, disse.

Já o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que a construção de estruturas para armazenagem de produtos agrícolas está entre as preocupações do governo federal. “Falta [em muitas regiões do país] estruturas de silo. Está em nossa pauta a construção de estrutura de armazenagem no Brasil inteiro, sem burocracia.”

Noticias:https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2021-05/governo-entrega-17-mil-titulos-de-propriedade-rural-no-maranhao


quinta-feira, 20 de maio de 2021

(SECOM), primeiro caso de covid-19 no maranhão por cepa indiana.

 Maranhão confirma primeiro caso de covid-19 por cepa indiana no país

Maranhão confirma primeiro caso de covid-19 por cepa indiana no país

A notícia foi dada pela Secretaria de Comunicação (Secom) após coletiva de imprensa realizada nesta manhã com o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula

governo do Maranhão confirmou nesta quinta-feira, 20, o primeiro caso de covid-19 provocado pela variante do coronavírus B.1617, originada na Índia. Ela foi identificada em um indiano de 54 anos que deu entrada em um hospital da rede privada em São Luís na sexta-feira, 14. Ele era um tripulante do navio MV Shandong da ZHI, embarcação que veio da Índia.

A notícia foi dada pela Secretaria de Comunicação (Secom) após coletiva de imprensa realizada nesta manhã com o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula. Mais informações sobre medidas preventivas e de contenção ainda serão divulgadas pela pasta.

A suspeita de que o paciente poderia ter a nova cepa surgiu após o homem apresentar sintomas de coronavírus e dar entrada na rede hospitalar. No primeiro comunicado, divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) no domingo, a pasta informou que foi alertada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Segundo as informações divulgadas, um teste já havia confirmado o diagnóstico, mas ainda não havia sido identificada qual cepa do coronavírus causou a doença. Uma amostra do vírus foi enviada ao Instituto Evandro Chagas, em Belém, no Pará, para realizar o sequenciamento genômico.

'Preocupação Global'

Médicos e cientistas têm demonstrado preocupação com a variante indiana B.1617, que teria capacidade de transmissão maior do que a cepa original do vírus. Ela foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma "preocupação global".

Nesta última semana, o governo Jair Bolsonaro decidiu proibir voos internacionais com origem ou passagem pela Índia, país que enfrenta uma crise decorrente de uma alta recorde de casos e mortes por covid-19. A proibição se soma a restrições da mesma natureza relativa a voos do Reino Unido e África do Sul.

Noticias:https://www.noticiasaominuto.com.br/brasil/1805985/maranhao-confirma-primeiros-casos-de-covid-19-por-cepa-indiana-no-pais

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Clube de regatas flamengo e bicampeão brasileiro !!

 Flamengo perde, mas é campeão brasileiro com empate entre Inter e Corinthians

Flamengo perde, mas é campeão brasileiro com empate entre Inter e Corinthians

O time rubro-negro perdeu por 2 a 1 para o São Paulo, na noite de quinta-feira (25), no Morumbi. Mas manteve a primeira colocação graças ao tropeço da única equipe que o ameaçava, o Internacional, que empatou com o Corinthians por 0 a 0, no Beira-Rio

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Flamengo já havia conquistado o Campeonato Brasileiro com vitória, com empate e até sem jogar. Agora, pode dizer que é campeão também com derrota.

O time rubro-negro perdeu por 2 a 1 para o São Paulo, na noite de quinta-feira (25), no Morumbi. Mas manteve a primeira colocação graças ao tropeço da única equipe que o ameaçava, o Internacional, que empatou com o Corinthians por 0 a 0, no Beira-Rio.

 Em uma jornada tensa, com múltiplas participações dos árbitros de vídeo, nenhum dos aspirantes ao título conseguiu cumprir aquilo a que se propôs dentro de campo. A formação da Gávea, porém, acabou fazendo a festa depois de ter ultrapassado o rival colorado em confronto direto na penúltima rodada, quando assumiu a ponta pela primeira vez.

Foi uma campanha de altos e baixos, bem ilustrada na comemoração após uma derrota. Com três técnicos em uma temporada na qual não conseguiu sustentar o nível apresentado em 2019, o Flamengo fez o suficiente para triunfar em território nacional mais uma vez e celebrar o octacampeonato.

 Na partida derradeira, os vencedores encontraram um adversário que ainda tinha um objetivo claro, que foi atingido: ficar entre os quatro primeiros e avançar diretamente à fase de grupos da próxima Copa Libertadores. Seria certamente um bônus para os são-paulinos impedir a festa de seu velho ídolo, Rogério Ceni, hoje comandante rubro-negro, em sua velha casa.

A festa ocorreu, mas não por causa do desempenho tricolor na 38ª rodada do Nacional. A equipe paulistana, que liderou boa parte da competição antes de desmoronar, voltou a se apresentar com o ímpeto demonstrado em alguns momentos nos quais era apontada como favorita a levantar o troféu.

Mesmo sem público no Morumbi -como foram todas as partidas de um campeonato atrasado e afetado pela pandemia do novo coronavírus-, os anfitriões exibiram uma força que não vinham mostrando desde a virada para 2021. Defenderam-se bem e ajudaram o Inter, que não conseguiu cumprir seu papel.


Os times que jogavam para buscar o título começaram suas respectivas partidas demonstrando nervosismo. Os adversários conseguiram equilibrar as ações adotando estratégias defensivas e foram pouco a pouco ganhando terreno.

No Morumbi, Gabriel levou perigo ao São Paulo logo no início, após cobrança de escanteio, mas os donos da casa, armados com três zagueiros, marcavam corretamente. Até o intervalo, o Flamengo só voltou a assustar em mais uma batida de escanteio que Gabriel esteve perto de concluir.

 Do outro lado, os tricolores reclamaram bastante de pênalti de Isla em Igor Vinícius, não marcado pelo árbitro Rodolpho Toski Marques nem indicado pelo árbitro de vídeo Wagner Reway. Mas conseguiram chegar à rede já nos acréscimos.

Everton Ribeiro chegou atrasado em disputa na meia-lua, em bola espirrada, e Marques apitou falta. Luciano fez a cobrança no canto em que estava posicionado o goleiro Hugo, que deu um passo para o centro e permitiu a abertura do placar, aos 50 minutos.

Os jogadores do Internacional que não estavam relacionados para a partida no Beira-Rio comemoraram, acompanhando o jogo em telefones celulares na arquibancada. Animaram os colegas em campo, que chegavam ao fim de um primeiro tempo de reclamações.

 Após pouco mais de 20 minutos em que o Corinthians teve alguma superioridade, dominando as ações no meio-campo, os donos da casa começaram a se soltar. Eles chegaram a celebrar a possibilidade de marcar um gol de pênalti, chance que não se concretizou.

No campo, aos 31 minutos, Wilton Pereira Sampaio viu irregularidade no toque da bola no braço esquerdo de Ramiro, cortando cruzamento. O VAR Rodrigo Dalonso Ferreira indicou a revisão da jogada, por entender, que o braço foi usado como apoio no gramado, e o penal foi anulado.

Aos 45, a empolgação colorada foi freada mais uma vez. Yuri Alberto recebeu na cara de Cássio após ótima arrancada de Patrick e balançou a rede. O bandeira não assinalou um impedimento bastante claro, apontado apenas com o auxílio do vídeo.

 O Inter terminou a etapa inicial frustrado com esses lances, mas animado pela derrota parcial do Flamengo. E voltou do intervalo de maneira bem mais agressiva, construindo várias oportunidades. Aí, apareceu Cássio.

Aos cinco minutos, Edenilson cabeceou livre, na entrada da pequena área, e parou em uma defesa excepcional do goleiro, formado no Grêmio. Aos 19, Caio Vidal bateu com força de fora da área, no cantinho. Cássio se esticou, tocou na bola e ainda contou com a trave.

Enquanto isso, o Flamengo sofria em São Paulo. O time rubro-negro tentou pressionar no começo do segundo tempo e chegou ao gol de empate, aos seis minutos. Após cobrança de escanteio de Arrascaeta, Gustavo Henrique desviou e Bruno Henrique completou.

A formação tricolor, no entanto, não demorou a passar à frente novamente, em mais uma infelicidade de Hugo, aos 13 minutos. O arqueiro saiu jogando erradamente e pôs a bola no peito de Daniel Alves, que serviu Pablo. Na cara do gol, o atacante não falhou.

Com o duelo se aproximando do final no Morumbi, foi ficando claro que não viria a virada rubro-negra. Ficou desenhado o seguinte cenário: se chegasse ao gol da vitória, o Internacional repetiria 1975, 1976 e 1979 e conquistaria o Campeonato Brasileiro.

 O Inter foi à frente como conseguiu, ainda que o cansaço e o nervosismo atrapalhassem. Peglow, de cabeça, e Galhardo, com leve desvio na pequena área, ficaram perto. Mas a bola não entrou. Quando entrou, o jogo já estava parado por falta em Cássio após escanteio.

Já no finalzinho, Edenilson marcou e comemorou muito. Mas o impedimento foi assinalado e confirmado pelo VAR. No último lance, aos 50, Lucas teve uma última chance, em bate-rebate na área. Chutou por cima.

O time gaúcho, assim, terminou a competição com 70 pontos. O Flamengo, com 71, festejou seu primeiro título do Brasileiro obtido com uma derrota

.SÃO PAULO
Tiago Volpi; Arboleda, Bruno Alves e Diego Costa; Igor Vinícius (Galeano), Luan (Hernanes), Daniel Alves, Tchê Tchê e Wellington (Gabriel Sara); Luciano (Igor Gomes) e Pablo (Tréllez). Técnico: Marcos Vizolli (interino)

FLAMENGO
Flamengo: Hugo; Isla (Matheuzinho), Gustavo Henrique, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Diego (João Gomes), Gerson, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabigol (Pedro). Técnico: Rogério CeniLocal: Morumbi, em São Paulo (SP)

Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)

Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Victor Hugo Imazu dos Santos (ambos do PR)

Árbitro de vídeo: Wagner Reway (PB)

Cartões amarelos: Tchê Tchê, Robert Arboleda, Daniel Alves, Igor Vinícius, Wellington (SP); Gabigol, Everton Ribeiro, Bruno Henrique (F)

Gols: Luciano, do São Paulo, aos 50min do 1º tempo; Bruno Henrique, do Flamengo, aos 6min, e Pablo, do São Paulo, aos 13min do 2º

Noticias:https://www.noticiasaominuto.com.br/esporte/1780784/flamengo-perde-mas-e-campeao-brasileiro-com-empate-entre-inter-e-corinthians

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

saída da Ford e da Mercedes no brasil tem múltiplos fatores

 Fábrica da Ford no Brasil

Saída de montadoras alerta para implosão do mercado interno e desindustrialização

Fechamento da Ford e da Mercedes-Benz no Brasil tem múltiplos fatores, mas acende sinal para crescimento medíocre do PIB em anos recentes e perda de participação da indústria na economia do país.

Multinacionais como a Ford e a Mercedes-Benz não saem de um país, abandonando anos de investimento, por um único fator. A montadora norte-americana anunciou o fechamento de suas operações no país na segunda-feira, 11/01, enquanto a Mercedes fechou sua fábrica em dezembro de 2020.

"Os casos da Ford e da Mercedes-Benz reúnem fatores conjunturais, estruturais, um certo relapso com a agenda de competitividade, associada com um processo de transformação na economia mundial, sem que o Brasil sinalize, seja com reformas ou com política séria de desenvolvimento e inovação, as estratégias que vai adotar”, afirma o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Rafael Cagnin.

 Por um lado, a Ford perdeu espaço no país ao longo dos últimos anos, ao mesmo tempo em que aumentou a concorrência. Em 2020, a participação da companhia no mercado brasileiro de automóveis foi de 7,39%, na sexta colocação. Em 2011, era de 9,17%, na quarta posição. Os percentuais são calculados com base em dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Por outro lado, há motivações conjunturais. O custo Brasil - gastos das empresas que decorrem de ineficiências e deficiências do país, como na logística e na mão-de-obra -, que tem sido repetido à exaustão como motivador não pode ser desprezado. Mas, para uma empresa instalada há um século no país, não era bem uma novidade. O que mudou, além da estratégia global da companhia?


Encolhimento do mercado interno

Para o diretor-geral da Fator Administração de Recursos, o economista Paulo Gala, um dos elementos conjunturais é a derrocada do mercado interno, após uma recessão severa (2014-2016) e anos de crescimento medíocre (2017-2019), coroados agora com uma pandemia. 

"O mercado interno implodiu, o faturamento das empresas do setor já foi de US$ 87 bilhões no Brasil em 2013, e caiu para US$ 54 bilhões em 2019. Já chegamos 3,5 milhões de veículos, hoje são 2,5 milhões ao ano. A perda de escala vai fechando as fábricas”. O número de empregos gerados também recuou, de 135 mil em 2013 para 106 mil em 2019.

 


 Segundo dados compilados por Gala, entre 2004 e 2013 o crescimento econômico e fortalecimento do mercado interno promoveram um maior interesse da indústria automobilística, com a produção de automóveis a uma taxa média de crescimento para esse período de 7,8%. Esse crescimento foi determinado pela dinâmica interna: a participação do mercado interno como destino da produção foi de 64,5% em 2005 para 84,2% em 2013.

O cenário começou a degringolar a partir de 2014, com o início da recessão. O setor passou a ter quedas de produção, e voltou a crescer apenas em 2017, mantendo-se, porém, distante do cenário pré-crise.

Se antes os subsídios ao setor - que em 2021 devem ser de R$5,9 bilhões, somente da União - e o mercado interno compensavam o custo Brasil, agora o cenário é outro. Já são seis anos de adversidade econômica, e o setor automobilístico é um dos que mais sofreram. O nível de produção do segmento em novembro de 2020 era 34% inferior a dezembro de 2011, quando ocorreu o último pico, de acordo com dados do IBGE.

"É uma contração brutal, e sem muitas perspectivas claras de que esse processo vai ser revertido, seja porque ainda estamos em um ambiente pandêmico, seja porque temos conflitos políticos recorrentes e não temos um planejamento claro de médio e longo prazos”, diz Cagnin.

 O gerente-executivo de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, acredita que há um "excesso” de montadoras no país, que o mercado interno não é capaz de absorver. "Não faz sentido instalar uma fábrica para atender apenas um mercado, envolve poder também exportar, e aí é que vem a questão crítica do Brasil, que oferece várias desvantagens”. Entre os pontos negativos, de acordo com Fonseca, estão o custo Brasil, a carga tributária - e o não encaminhamento da reforma -  e a falta de integração com cadeias globais.

Desindustrialização

 Alguns economistas apontam também para o movimento dessas empresas como um sinal da desindustrialização do Brasil. Segundo Fonseca, com menos barulho, encolheram no país o recentemente o setor de alumínio e a indústria petroquímica, por exemplo. "Não é só a questão da perda de participação da indústria no PIB, mas no Brasil isso está sendo acelerado por essa falta de competitividade, por essa dificuldade de se integrar às cadeias globais”.

 De acordo com o economista do Iedi, a saída das montadoras sinaliza que o país pode passar por uma aceleração do processo de desindustrialização diante de um ambiente internacional de transformação tecnológica.

 Cagnin avalia que o ônus do Brasil tende a ser ampliado pela profunda mudança tecnológica pela qual a indústria automotiva passa globalmente. "Quando a gente fala em robotização, o setor que mais usa é o automobilístico. E o Brasil tem pouca robotização porque não tem canais de financiamento adequados e está desconectado da economia internacional”.

A participação do setor industrial no PIB brasileiro vem caindo ano a ano. Em 2018, a indústria de transformação representou apenas 11,3% do PIB, quase a metade dos 20% registrados em 1976, a preços constantes, conforme estudo do Iedi.

 Embora haja uma tendência ocidental de menor participação da indústria nos PIBs dos países, o Brasil é um ponto fora da curva. Primeiro, porque no Brasil ocorreu de forma muito rápida e acentuada, e quando outros países começaram a perder participação da indústria em suas economias, isso aconteceu após muito tempo com a indústria no topo.

O segundo ponto de diferença é que é esperado que, à medida que a população vai enriquecendo, uma migração bens mais básicos, para outros mais sofisticados. "Diferentemente de países como Estados Unidos, onde a indústria total vai perdendo participação, mas os ramos mais sofisticados, que agregam mais valor,  ganham peso, no caso do Brasil, a gente perde em todos, e em alguns segmentos nem tivemos participação importante, como em TI”, explica Cagnin.

O grande problema da desindustrialização, segundo Gala, é que boa parte da inovação vem desse setor, inclusive a inovação dos serviços está ligada ao setor industrial. Além disso, os aumentos de produtividade relevantes e empregos de qualidade se concentram no segmento. "O setor industrial é uma espécie de galinha dos ovos de ouro da economia, porque é ali que tem a dinâmica tecnológica”, afirma.

Para caminharmos no sentido inverso, afirmam economistas, é preciso, entre outros elementos, que o país aposte em reformas estruturais, que reduzam o custo Brasil, e que subsídios, quando necessários, sejam atrelados a metas e contrapartidas.

Noticias:https://www.dw.com/pt-br/sa%C3%ADda-de-montadoras-alerta-para-implos%C3%A3o-do-mercado-interno-e-desindustrializa%C3%A7%C3%A3o/a-56220707

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Basquete: brasileiros conhecem rivais na Champions das Américas

 Basquete: brasileiros conhecem rivais na Champions das Américas

Flamengo x IACC - Champions League - basquete
Sesi Franca, São Paulo e Flamengo, atual vice, representarão o país

A Federação Internacional de Basquete (Fiba) divulgou grupos e calendário da edição 2021 da Champions League das Américas, a "Libertadores" do basquete masculino. A competição tem início no próximo dia 31, com três representantes brasileiros: Flamengo, Sesi Franca e São Paulo.

Na primeira fase, os 12 participantes estão divididos em quatro grupos, com três equipes em cada. Os times jogam três vezes entre si nas respectivas chaves. Cada turno será realizado em ginásios diferentes, sem presença de público e com acesso restrito. Devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a disputa ocorrerá na chamada "bolha sanitária". O primeiro turno vai até 5 de fevereiro. Os demais estão marcados entre 4 e 9 de março e 24 e 29 do mesmo mês. O campeão de cada grupo vai à fase final, que será disputada entre 8 e 13 de abril, ainda sem sede definida. 

 O Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, é uma das primeiras bolhas. O ginásio carioca abrigará o primeiro turno do Grupo D, no qual está o Flamengo. O Rubro-Negro encerrou a primeira fase da última temporada do Novo Basquete Brasil (NBB) na liderança - o torneio não foi concluído em razão da pandemia. Peñarol (Uruguai) e Instituto (Argentina) completam a chave do Flamengo, atual vice da Champions. O time carioca estreia dia 3 de fevereiro contra os uruguaios. No dia 5, encara os argentinos.

Segundo colocado na primeira fase da última edição do NBB, o Sesi Franca está no Grupo C, que tem o ginásio Obras Sanitarias, em Buenos Aires (Argentina), como primeira sede. A chave reúne o San Lorenzo (Argentina) e o Aguada (Uruguai), que será o primeiro adversário dos paulistas, em 1º de fevereiro. No dia seguinte, os francanos enfrentam os anfitriões.

O São Paulo, que concluiu a fase inicial do último NBB em terceiro, encontra-se no Grupo B. Os joggos da chave também começam a ser disputado no Obras Sanitárias, na capital argentina. No dia 1º de fevereiro, o Tricolor mede forças com o Valdívia (Chile). Em seguida, no dia 2, enfrenta o Quimsa (Argentina), atual campeão das Américas.

O Tricolor herdou o lugar do Botafogo, campeão da edição passada da Liga Sul-Americana - que o credenciaria à Champions. O Glorioso não teria conseguido enviar a documentação necessária à Fiba. O movimento Juntos pelo Basquete, que gerencia a modalidade no Alvinegro e surgiu de uma iniciativa de torcedores, contestou nas redes sociais a retirada do clube carioca do torneio.

O único grupo sem equipes brasileiras é o A, que tem como primeira sede a cidade de Manágua, capital da Nicarágua. A chave reúne o anfitrião Real Estelí, o panamenho Caballos de Coclé e o colombiano Titanes de Barranquilla.



Noticia: Agência Brasil


 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

China suspende importações de carne suína de unidade da Aurora, diz ABPA

 China suspende importações de carne suína de unidade da Aurora, diz ABPA

O Ministério da Agricultura ainda não se pronunciou.

China suspende importações de carne suína de unidade da Aurora, diz ABPA

A China suspendeu por tempo indeterminado a importação de carne suína da Aurora Alimentos produzida em unidade de Chapecó (SC), segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em nota, a entidade afirmou que está atuando junto à cooperativa e ao Ministério da Agricultura para garantir esclarecimentos adicionais aos chineses referentes às práticas de segurança e aos "rígidos protocolos setoriais" durante a pandemia da covid-19".

 Procurado pelo Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o Ministério da Agricultura ainda não se pronunciou.

Segundo a ABPA, "todas as informações e demonstrações de boas práticas da cooperativa foram detalhadamente demonstradas às autoridades chinesas".

"A ABPA lembra que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há comprovação científica de risco de contaminação de Covid-19 por meio do consumo de alimentos", acrescentou a associação no comunicado.


Noticia: noticiasaominuto

 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Paulistas e gaúchos decidem vaga a final da copa do brasil.

Gremio x Sao Paulo

 São Paulo e Grêmio decidem vaga na final da Copa do Brasil

Na noite desta quarta-feira (30), o Morumbi será palco de um dos maiores clássicos do futebol brasileiro pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil. A partir das 21h30 (horário de Brasília), São Paulo e Grêmio decidem quem será um dos finalistas do torneio. A Rádio Nacional transmite ao vivo esse grande confronto a partir das 21h, com a narração de Felipe Rangel, os comentários de André Marques, as reportagens de Rafael Monteiro e o plantão de Luiz Ferreira.

Apesar da derrota na semana passada por 1 a 0, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, os donos da casa chegam para o confronto em um bom momento. O Tricolor paulista lidera o Campeonato Brasileiro com sete pontos de vantagem sobre o rival mais próximo. É dono da melhor defesa, tendo sofrido 22 gols, e do melhor ataque, com 47 gols, em 27 jogos. Mas, na Copa do Brasil, o time do Morumbi corre atrás do título inédito. E, para voltar à decisão depois de 20 anos, precisa de uma vitória por no mínimo dois gols para avançar nos 90 minutos ou por uma diferença mínima para levar o jogo aos pênaltis.

O técnico Fernando Diniz terá o desfalque do lateral-esquerdo Reinaldo, com três cartões amarelos. A opção natural para a posição é Léo. Assim, a tendência é que o São Paulo vá a campo com Tiago Volpi, Juanfran, Arboleda, Bruno Alves e Léo; Luan, Daniel Alves, Gabriel Sara e Igor Gomes; Luciano e Brenner. Uma das principais esperanças dos paulistas para sair da fila de conquistas que já dura oito anos, desde a Sul-Americana de 2012, é o jovem centroavante Brenner. Aos 20 anos, ele é uma das apostas do técnico Fernando Diniz, além de ser o artilheiro do time na temporada, com 22 gols.

Depois de poupar grande parte do grupo considerado titular na vitória de domingo (27) contra o Atlético Goianiense por 2 a 1 pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Renato Gaúcho tem poucas dúvidas em relação à equipe do Grêmio que deve começar a partida. O zagueiro Geromel sentiu um desconforto muscular na coxa esquerda durante a partida da semana passada e foi substituído ainda no primeiro tempo. Ele está na delegação que viajou à capital paulista e pode jogar. Só que a tendência é que o defensor fique de fora, dando lugar a Rodrigues. No meio de campo, outra dúvida é o jogador que vai ocupar a posição de extrema pelo lado direito. Alisson, que voltou a jogar no final de semana depois de dois meses fora, disputa o posto com Ferreira. O provável Grêmio terá: Vanderlei, Victor Ferraz, Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Matheus Henrique, Darlan, Alisson (Ferreira), Jean Pyerre e Pepê e Diego Souza.

Se a esperança pelos lados do Morumbi é o garoto Brenner, o Grêmio coloca as suas fichas num veterano goleador para seguir em busca do hexacampeonato da Copa do Brasil. Aos 35 anos, Diego Souza tem uma marca igual ao jovem são-paulino: marcou 22 gols neste ano.

Além de todo caráter decisivo do duelo desta noite, o jogo também será o 100º entre as duas equipes na história. Até agora, são 37 vitórias dos paulistas, com 123 gols marcados. Os gaúchos triunfaram 33 vezes, fazendo 107 gols. Ocorreram 29 empates. Em mata-matas, o São Paulo já teve sucesso seis vezes e foi eliminado em quatro oportunidades pelo Grêmio em diversas competições. O histórico dos duelos entre os tricolores pela Copa do Brasil mostra equilíbrio. São duas classificações para cada um dos times.

Noticias:https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2020-12/sao-paulo-e-gremio-decidem-vaga-na-final-da-copa-do-brasil