sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

MEC autoriza aulas não presenciais até dezembro de 2021

 


MEC autoriza aulas não presenciais até dezembro de 2021

Ministro homologou parecer do Conselho Nacional de Educação

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, homologou o Parecer nº 19, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estende até 31 de dezembro de 2021 a permissão para atividades remotas no ensino básico e superior em todo o país. A validação da decisão do CNE foi publicada na edição desta quinta-feira (10) do Diário Oficial da União (DOU), em despacho assinado pelo próprio ministro.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1396104&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1396104&o=node

De acordo com o parecer, aprovado pelo colegiado em outubro, os sistemas públicos municipais e estaduais de ensino, bem como as instituições privadas, possuem autonomia para normatizar a reorganização dos calendários e o replanejamento curricular ao longo do próximo ano, desde que observados alguns critérios, como  assegurar formas de aprendizagem pelos estudantes e o registro detalhado das atividades não presenciais. 

Outra regra definida no parecer é a que flexibiliza formas de avaliação dos estudantes durante a vigência do estado de calamidade pública. "Em face da situação emergencial, cabe aos sistemas de ensino, secretarias de educação e instituições escolares promover a redefinição de critérios de avaliação para promoção dos estudantes, no que tange a mudanças nos currículos e em carga horária, conforme normas e protocolos locais, sem comprometimento do alcance das metas constitucionais e legais quanto ao aproveitamento para a maioria dos estudantes, aos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, e à carga horária, na forma flexível permitida por lei e pelas peculiaridades locais".

 Atividades presenciais

A volta às aulas presenciais, segundo a decisão CNE, também homologada pelo MEC, deve ser gradual, por grupos de estudantes, etapas ou níveis educacionais, "em conformidade com protocolos produzidos pelas autoridades sanitárias locais, pelos sistemas de ensino, secretarias de educação e instituições escolares". 

Esse processo de retorno ao presencial também deve envolver, segundo as diretrizes aprovadas, a participação das comunidades escolares e a observância de regras de gestão, de higiene e de distanciamento físico de estudantes, de funcionários e profissionais da educação, com escalonamento de horários de entrada e saída para evitar aglomerações, além outras medidas de segurança recomendadas. 

Apesar de estender o prazo para atividades remotas em todas instituições de ensino até dezembro do ano que vem, o MEC determinou, em portaria editada na terça-feira (8), que o retorno às atividades presenciais nas instituições federais de ensino superior deve começar antes, a partir do dia 1º de março. A data anterior previa esse retorno já no dia 4 de janeiro, mas a pasta decidiu prorrogar esse prazo após reclamação das universidades e dos institutos federais.


Noticia: Agencia Brasil

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

A Anvisa pode atrasar a vacinação no Brasil?

 

A Anvisa pode atrasar a vacinação no Brasil?

Autarquia vinculada ao Ministério da Saúde está no centro de uma disputa entre Doria e Bolsonaro envolvendo vacina chinesa. Ex-presidentes da Anvisa advertem que agência não pode ser usada para fins políticos.


O governador Doria acusa o Ministério da Saúde de estar agindo de "forma ideológica" contra a Coronavac

Enquanto alguns países já deram a largada para o uso em massa de vacinas contra a covid-19, o Brasil vive um clima de disputa entre o governo federal e o de São Paulo envolvendo a Coronavac, imunizante desenvolvido pela empresa chinesa Sinovac. No centro da disputa está a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois cabe à autarquia, vinculada ao Ministério da Saúde, autorizar o uso de qualquer imunizante no Brasil.

Na segunda-feira, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou um plano de vacinação com início para 25 de janeiro, utilizando doses da Coronavac, produzidas mediante acordo entre o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, e a Sinovac. Mas o imunizante vem enfrentando resistência por parte do governo federal nos últimos meses.

Em outubro, Pazuello chegou a ser desautorizado por Bolsonaro após anunciar a intenção do governo federal de comprar 46 milhões de doses da vacina chinesa. Algumas horas depois da fala do ministro, o presidente disse que o país não compraria o imunizante.

Nesta terça, em reunião com os governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ignorou a Coronavac e previu que a Anvisa fosse aprovar uma vacina apenas em fevereiro. Na quarta, no entanto, o ministro garantiu que a Coronavac também será usada no plano nacional de imunização se for aprovada pela Anvisa.

Interlocutores do governador paulista afirmam que ele estaria disposto a levar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a vacina de tecnologia chinesa não seja avalizada pela Anvisa até o início do ano. Na reunião com o ministro, Doria acusou a pasta de estar agindo de "forma ideológica" contra o imunizante.

"Dança de pavões"

Fundador e ex-presidente da Anvisa, o sanitarista Gonzalo Vecina Neto classifica a situação como uma "dança de pavões". À DW Brasil, ele afirma que a Anvisa não pode negar o registro de um produto se toda a documentação, referente a todas as fases obrigatórias de testes, for entregue corretamente.

Ele explica que em uma situação normal, esse registro pode levar de 1 a 2 anos. "Mas em caso de emergência sanitária, [o prazo] pode ser abreviado, para algo em torno de 90 dias. Se for submissão final, podemos falar em 30 dias para sair um registro", diz ele.

Vecina Neto diz "submissão final" porque, no contexto da atual pandemia, a Anvisa passou a aceitar um acompanhamento de "submissão contínua" das fases de testes – em uma situação normal, tudo é analisado apenas depois de o desenvolvimento ter sido concluído.

"O que a agência não poderá fazer é demorar sem razão, procrastinar. Temos de cuidar para que isso não aconteça, pois seria sinal claro de que estaria havendo interferência política na análise", pontua ele.

"É óbvio que pode acontecer uso político da agência. Seria uma coisa ignorante, muito idiota, pois todo mundo vai ficar sabendo. Se toda a documentação é entregue e não há uma resposta, tem de existir uma causa e a causa obviamente será essa questão da politização. Se isso acontecer, o cheiro será sentido à distância."

Instrumentalização da Anvisa?

Críticos do governo federal têm observado, no jogo de xadrez do Planalto, movimentos no sentido de garantir o controle político da Anvisa.

Publicada no Diário Oficial da União em 12 de novembro, a nova composição da diretoria colegiada da autarquia tem como diretor-presidente um contra-almirante aliado do presidente, Antonio Barra Torres; uma diretora que já defendeu, nas redes sociais, o uso da hidroxicloroquina como remédio para covid-19 – sem comprovação científica –, Cristiane Rose Jourdan Gomes; e um servidor público próximo ao grupo político chamado de centrão, Alex Machado Campos.

No mesmo dia, o presidente publicou a indicação de mais um militar, o tenente-coronel reformado Jorge Luiz Kormann, para assumir uma vaga na diretoria do órgão – o nome ainda precisa ser ratificado pelo Senado.

Vecina Neto não vê a "estrutura debaixo dos diretores, com seus 3 mil servidores públicos, lentamente construída com concursos públicos, treinamentos, capacitações e respeito pela sociedade" se curvando a uma tentativa de politização da agência. "Não acredito que um almirante ou um cabozinho qualquer vai conseguir dar nó nessa máquina burocrática que é a Anvisa. Mas isso pode ser tentado, o que seria um sinal de muita ignorância", diz.

À DW Brasil, o médico Claudio Maierovitch, também ex-presidente da Anvisa, enfatizou que a agência "não deve ser submetida a pressões que não aquelas de natureza técnica e científica".

"Acredito que a Anvisa tem competência técnica e mecanismos para tratar adequadamente a situação de emergência. É fundamental que haja plena transparência dos critérios e procedimentos adotados", frisa.

Procurado pela reportagem, o Instituto Butantan afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que quaisquer esclarecimentos sobre o processo de certificação do imunizante teriam de ser prestados pela Anvisa.

 O que diz a Anvisa

Em nota à DW Brasil, a Anvisa afirma que conta "com mecanismos de priorização de análise para dar maior celeridade ao processo de avaliação de produtos de interesse do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde".

"Considerando o momento de pandemia, a Anvisa reforçou ainda mais a priorização dessas análises, com a definição de critérios extraordinários e temporários para o tratamento de pedidos de registro", informa a pasta.

"De acordo essas regras, o prazo para a primeira manifestação sobre o pedido de registro de vacinas contra covid-19 é de até 60 dias. Neste período, a Agência pode conceder o registro, solicitar informações complementares para análise ou, ainda, indeferir o pedido – este prazo refere-se exclusivamente ao registro. Já a solicitação para a realização de estudos clínicos para covid-19 tem prazo médio para a manifestação é de até 72 horas."

Sobre a escolha dos novos nomes da cúpula da autarquia, a Anvisa limita-se a dizer que "a nomeação de diretores de todas as agências é feita pelo presidente da República, sendo que os candidatos são submetidos ao crivo do Congresso Nacional por meio de sabatina e aprovação de sua indicação ou não pelo Senado".

 O papel do STF

Mas a questão pode mesmo ir parar no STF? De acordo com o jurista Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV-Direito, não diretamente.

"Em tese, se a Anvisa criar problemas indevidos, isto é, adiar sem razão ou indeferir sem justificativa, o Judiciário pode ser acionado para rever o ato da agência. A competência não é diretamente do STF, mas da Justiça Federal da primeira região, em Brasília", esclarece, à DW Brasil.

"Após o julgamento em primeira instância, o caso irá ao Tribunal Regional Federal. De lá é possível que as partes interessadas levem a discussão para o Superior Tribunal de Justiça, se a discussão for quanto ao cumprimento de lei, ou para o Supremo Tribunal Federal, em caso de cumprimento de constituição", explica. "Não é fácil para o Judiciário interferir em questões técnicas."

Há quem veja uma brecha na legislação que poderia permitir a vacinação ser realizada no Brasil, de forma emergencial, sem a aprovação da Anvisa – desde que aprovada por uma agência reguladora de outro país. A lei de emergência sanitária publicada pela presidência em 6 de fevereiro prevê "autorização excepcional e temporária para a importação e distribuição de quaisquer materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área de saúde sujeitos à vigilância sanitária sem registro na Anvisa considerados essenciais para auxiliar no combate à pandemia do coronavírus".

Vecina Neto, contudo, não acredita que esteja aí um salvo-conduto para a imunização sem aval da agência. "Sem registro não é possível", defende. "Essa lei […] permite a compra de produtos sem registro no país […] em caso de falta do produto no Brasil. É no sentido de algo que existia e comece a faltar, o que não é o caso de uma vacina que nunca esteve presente."

"Mas é uma discussão jurídica que pode ser um dos caminhos adotados pelo governador João Doria e outros governadores que estão discutindo o estado de catalepsia que toma conta da administração pública federal", diz ele.

Na nota enviada à reportagem, a Anvisa destaca que "não cabe à agência tecer qualquer comentário sobre a decisão do referido gestor" – referindo-se, no caso, a Doria.


Noticia: Agencia Brasil

 

 


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Não conseguiu justificar a ausência na votação? Saiba o que fazer

 




Não conseguiu justificar a ausência na votação? Saiba o que fazer

Justificativas podem ser feitas pela internet ou por requerimento


Eleitores que não puderam votar no primeiro turno das eleições municipais neste domingo (15) têm até 60 dias para justificar a ausência junto à Justiça Eleitoral. O procedimento pode ser feito pessoalmente ou pela internet.

Quem preferir fazer pela internet, as opções são o Sistema Justifica, com acesso via página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou o aplicativo e-Título, que pode ser baixado gratuitamente para as plataformas Android e iOS. 

Por causa do grande número de acessos ontem (15), a plataforma apresentou instabilidades ao longo do dia e muitos eleitores não conseguiram utilizá-la para enviar a justificativa.

Os eleitores que não quiserem usar a internet podem preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição), disponível no site do TSE, e entregar em qualquer zona eleitoral ou enviar pelos Correios ao juiz da zona eleitoral na qual for inscrito.

Por causa do grande número de acessos ontem (15), a plataforma apresentou instabilidades ao longo do dia e muitos eleitores não conseguiram utilizá-la para enviar a justificativa. Marcello_Casal/Agência Brasil


Exterior

Os eleitores que estavam no exterior no dia da votação também podem justificar a ausência pelo e-Título, pelo Sistema Justifica ou pelo envio de correspondência ao juiz eleitoral. O prazo é de 60 dias. Segundo o TSE, a justificativa também pode ser apresentada no período de 30 dias corridos da data de retorno ao Brasil.  Os eleitores que estiverem inscritos em uma zona eleitoral do exterior não precisam justificar a ausência em pleitos municipais. O procedimento só deve ser feito em eleições presidenciais.  

Quem estiver em débito com a Justiça Eleitoral, entre outras sanções, fica impedido de tirar carteira de identidade, passaporte, de participar de concurso público ou de assumir cargo público.

Ouça na Radioagência Nacional:


 


quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Amapá, hoje parte do fornecimento de energia e pode ter restabelecida

Amapá,hoje parte do fornecimento de energia e pode ter restabelecida

Incêndio em subestação deixou sem energia 16 municípios do estado


O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse hoje (5) que há expectativa de que sejam restabelecidos de 60% a 70% do abastecimento de energia elétrica no Amapá. O estado enfrenta problemas no fornecimento desde terça-feira (3), quando um incêndio atingiu um dos três transformadores de uma subestação de energia, deixando 14 de seus 16 municípios o sem energia, entre eles, a capital, Macapá.

Apesar de o incêndio ter atingido um dos transformadores, mais dois equipamentos foram danificados, e não há possibilidade de reaproveitamento de peças, inviabilizando o religamento da estação. Segundo o ministro, a operação de retomada do fornecimento de energia envolve o conserto de um dos três transformadores, o menos danificado. Testes para verificar se o equipamento ainda pode ser reutilizado estão sendo feitos desde o início da manhã.


“Temos uma perspectiva de reparo de um dos transformadores ainda no dia de hoje, o que, se for bem-sucedido restabelecerá de 60% a 70% da carga do estado. E estamos desencadeando outras ações para que, no prazo de 30 dias, todos os transformadores necessários para dar segurança energética ao estado estejam totalmente restabelecidos”, disse o ministro, após encontro com o governador do estado, Waldez Góes. "Se não for no dia de hoje, vamos continuar trabalhando para que isso possa ocorrer amanhã ou depois de amanhã." acrescentou.

Bento Albuquerque enfatizou que o restabelecimento das condições normais de abastecimento energético no estado deve levar 30 dias. Depois do encontro com o goverrnador, o ministro disse que, entre as medidas em estudo, está o transporte de dois transformadores para substituir os equipamentos danificados. Um dos transformadores chegaria ao Amapá dentro de 15 dias, e o outro, em até 30 dias.

“Estamos adotando outras ações para trazer geradores para o estado do Amapá, a fim de servirem como segurança ao fornecimento de energia e também para atender locais especiais naquilo que for priorizado pelo estado”, acrescentou Albuquerque.

Incêndio

O incêndio na subestação de energia ocorreu às 20h47 de terça-feira, o que levou ao desligamento automático da linha de transmissão Laranjal/Macapá e das usinas hidrelétricas de Coaracy Nunes e Ferreira Gomes, que abastecem a região.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o restabelecimento das condições de fornecimento de energia teve início ontem (4), às 6h09, com a recomposição parcial da carga da usina de Coaracy Nunes.

Após o incidente, a pasta criou um gabinete de gestão de crise, com participação de agentes do setor, como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Eletrobrás e a LMTE (concessionária da linha de transmissão), para a atuação integrada de todos visando a buscar o rápido restabelecimento de condições normais de fornecimento de energia ao estado.

O ministério informou ainda que vai apurar os fatos e as responsabilidades, “tempestivamente, com vistas a prestar contas à sociedade, bem como para contribuir na identificação de medidas preventivas que devam ser adotadas para evitar incidente semelhante”.


Edição: Nádia Franco


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Saúde Brasil atinge a marca de 110 mil óbitos por covid-19, informa Saúde


São 3,45 milhões de casos, 111.100 óbitos e 2,6 milhões de recuperados

Diagnóstico Laboratorial, que realiza testes de diagnóstico de coronavírus no Centro Wielkopolska de Pneumologia e Cirurgia Torácica em Poznan

O Brasil atingiu a marca de 110 mil mortes por causa da pandemia do novo coronavírus. Com 1.212 novos registros nas últimas 24 horas, o total chegou a 111.100. Os dados foram divulgados na atualização do Ministério da Saúde (MS) hoje. Ontem, o painel do órgão marcava 109.888 vítimas fatais da doença. Ainda há 3.173 mortes em investigação.

O balanço do MS também contabilizou 3.456.652 casos confirmados desde o início da pandemia. Entre ontem e hoje, foram notificados pelas secretarias de saúde 49.298 novas pessoas infectadas com o coronavírus. Ontem, o sistema do MS trazia 3.407.354 casos confirmados.


As estatísticas são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras há tendência de números maiores em função do acúmulo de registros que são enviados ao sistema do Ministério da Saúde.


A atualização do Ministério registrou ainda 730.298 pessoas em acompanhamento. Segundo o boletim divulgado pela pasta, 2.615.254 que já se recuperaram.


Veja os dados do boletim:


 





LETALIDADE
(número de mortes pelo total de casos)
MORTALIDADE
(quantidade de óbitos por habitantes)
CASOS POR HABITANTES
3,2%52,9 a cada 100 mil1.644,9 a cada 100 mil

Estados

 

Os estados com mais mortes são São Paulo (27.591), Rio de Janeiro (14.913), Ceará (8.241), Pernambuco (7.280) e Pará (6.015). As unidades da federação com menos óbitos são Tocantins (536), Roraima (575), Acre (591), Amapá (622) e Mato Grosso do Sul (668).

 

Comparação internacional

 

O Brasil segue na 2ª colocação no ranking de casos e mortes. A liderança é dos Estados Unidos, que segundo o Boletim Epidemiológico da pasta, chegou a 5.313.080 pessoas infectadas e 168.446 mortes.

 

Já quando considerada a incidência (casos por 1 milhão de habitantes) e mortalidade (óbitos por 1 milhão de habitantes) o Brasil fica na 8ª posição, com índices de, respectivamente, 2.722 e 98. O país subiu um posto na lista de países por mortalidade em relação à semana passada, quando ocupava a 9ª colocação.

 

Assista na TV Brasil:

 



Noticia Agencia Brasil

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Plano Marshall” do pós-crise prevê R$ 30 bi em obras públicas no Brasil

Plano Marshall” do pós-crise prevê R$ 30 bi em obras públicas no Brasil

O Plano Pró-Brasil, desenhado pela Casa Civil e que tem resistência do Ministério da Economia, prevê investimentos da ordem de R$ 30 bilhões até 2022

Equipe do ministro Tarcísio Freitas na Infraestrutura indicou 70 obras (Pedro França/Agência Senado)

Sob coordenação do ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, e sem participação direta do ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo começou a desenhar um plano de recuperação econômica do país para depois da crise causada pelo novo coronavírus.

O programa é sustentado na retomada de obras públicas com recursos do Tesouro Nacional, como forma de evitar uma escalada do desemprego. A principal frente de atuação está sendo desenvolvida pelo Ministério da Infraestrutura.

A equipe do ministro Tarcísio Freitas indicou 70 obras, na área de transportes, com projetos de engenharia e licenciamento ambiental em fase adiantada. O plano prevê aportes estatais de R$ 30 bilhões até 2022 e, segundo estimativas da pasta, poderia gerar de 500 mil a 1 milhão de empregos nesse período.

O plano está sendo chamado de Pró-Brasil. Nos bastidores, ele é visto como o Plano Marshall do governo Jair Bolsonaro, em referência ao programa dos Estados Unidos de recuperação de países aliados após da Segunda Guerra Mundial.

Os detalhes do pacote foram apresentados nesta quarta-feira em reunião de Bolsonaro com a equipe ministerial. Segundo relatos, durante a reunião, foi apresentado o diagnóstico de que a crise causada pela pandemia do novo coronavírus irá se estender no ano que vem e que será necessário repensar a atual política de ajuste fiscal.

Há uma avaliação hoje dessa ala do governo que o plano de privatizações e concessões não dará resultado no curto prazo, por conta de questões burocráticas e legais. Daí a necessidade de se aumentar o gasto público.

Outras medidas estão vindo dos ministérios do Desenvolvimento Regional e de Minas e Energia. Há a intenção de retomar empreendimentos de habitação via Minha Casa, Minha Vida, além de obras de saneamento.

A questão agora é como conciliar o plano com as restrições fiscais do país.O Ministério da Economia ainda não está envolvido diretamente nas discussões. Os técnicos da equipe econômica têm alertado que qualquer gasto que extrapole o programa de combate à calamidade, focado em 2020, precisará respeitar as regras fiscais vigentes. Uma delas é o teto de gastos, mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação.

Logo após a reunião pela manhã para discutir o assunto, o secretário de Desestatizações do Ministério da Economia, Salim Mattar, convocou entrevista à imprensa para destacar que o foco da pasta está nas privatizações.